Quanto tempo mais o relatório do Caos ainda existirá?

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Estamos em 2016, passa de meio século que falamos sobre gerenciamento de projetos de uma maneira mais formal e ainda assim os números que o Chaos Report do Standish Group nos mostra são preocupantes.
A cada 10 projetos que uma empresa realiza, apenas 3 deles têm sucesso. Dois projetos falham em entregar na totalidade os resultados esperados. Os demais falham em atender de alguma forma os resultados esperados.
Vivemos em um mundo muito competitivo. As margens de lucro tendem a ser cada vez menores. Então imagine: A cada 10 projetos que sua empresa realiza, dois deles terão os lucros previstos (projetos que alcançarão o sucesso). É bem provável que este lucro seja utilizado para pagar os desvios dos demais projetos. Quantos anos você acha que uma empresa consegue sobreviver desta forma?
Tendo sorte e contando com o alinhamento dos astros a empresa sobreviverá de forma mágica.
Agora vamos à realidade. Os projetos continuam fracassando e continuarão fracassando por muito mais tempo.
Nos resta a pergunta:  Por que os projetos continuam falhando?
Primeiramente, uma observação importante. Como pode ser percebido pelo Chaos Report, há progressivas melhoras nos números, principalmente aqueles que utilizam práticas ágeis. Como as práticas ágeis são relativamente novas, é perfeitamente plausível afirmar que existem empresas que investem em inovação de processos (deixaram de lado o processo Waterfall). Enquanto tantas outras empresas continuam trabalhando no modelo Waterfall. De forma alguma, quero dizer com isso que práticas ágeis são a “bala de prata” para os projetos. Existem projetos que podem ser realizados com sucesso utilizando a abordagem em cascata.
O ponto principal da questão é estar aberto a mudanças.
Estar receptivo para melhorias, ou seja, fazer diferente o que se faz. O início de tudo é reconhecer seus fracassos.
Fica óbvio a resposta à pergunta: Como podemos evoluir se não sabemos o que fazer diferente?
No primeiro passo, a transparência alinhado a um ambiente de confiança é fundamental. O reconhecimento de suas próprias falhas, de forma alguma, menospreza alguém. Muito pelo contrário.
Diante de suas falhas você consegue planejar o que fazer diferente para não cometer os mesmos erros. Tenha como premissa que novos erros podem vir a surgir, pois você estará fazendo algo relativamente novo, logo, sujeito a falhas.
Então o ciclo se repete, reconheça as falhas, estude-as, planeje ações diferentes.
Parece tão simples….Planeje, faça, verifique e aja.
Muitos chefes, diretores, executivos, empresários, funcionários ainda não estão preparados para mostrar a “sua fragilidade”. Acreditam que desta forma se rebaixarão. Vida longa ao Chaos Report.


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